18 março 2009
Sobre a parada militar
A razão que me leva a escrever este post tem a ver com a ideia da performance/parada militar em frente à fábrica abandonada em Braço de Prata. Devo dizer que quando inventei isso estava a dizer uma piada e creio que não me exprimi bem quando a descrevi. Quando falámos na eventualidade de a concretizar eu apenas coloquei hipóteses e nunca manifestei a o desejo de a fazer. Penso que se o fizesse, alguma vez, seria em formato vídeo (e num outro contexto) e não como performance ao vivo. Eu não pretendo estar envolvido nessa performance mas acho que é um local muito bom para uma intervenção ou evento. Pode ser um bom tema de debate para nós: o que fazer naquele espaço ? Vamos criar um acontecimento lá. Pode ser um bom ponto de partida para começarmos a pensar na nossa primeira actividade como plataforma cultural. Quem sabe uma parceria com a Ler Devagar e a Eterno Retorno? Porque não uma exposição na Ler Devagar (Braço de Prata), cujo tema seria justamente, sobre os edifícios militares ao abandono (que surpreendentemente ainda existem naquela zona). Podemos pensar nesse projecto e convidar artistas que possa eventualmente trabalhar esse tema. Seria um projecto curatorial com o nosso nome. Pensem nisto.
Abraços Curvos.
03 março 2009
A reunião do mês passado
O projecto para a CML tem de ser entregue novamente por razões que nos são alheias. Aproveitámos para o actualizar e melhorar.
Está a ser realizada também uma adaptação deste projecto para ser entregue ao Chefe do Estado Maior do Exército (relacionado com o espaço da 24 de Julho).
Foram avisados todos os sócios de que é importante actualizarem as cotas de 5 euros por mês o que também é possível por transferência bancária, nib: 0035 0697 0063 5876 6309 6
Isto deverá acontecer atá ao dia 8 de cada mês (não se preocupem se ainda não o fizeram porque todos tinhamos cotas em atraso...)
Quando fizerem algum pagamento por favor enviem o comprovativo para o email: basecurva@hotmail.com
A urgência destas cotas prende-se com a concretização da página de internet: basecurva.com, se conhecerem alguém competente nesta área digam, é urgente que a página fique a funcionar em pleno!
Devido a opiniões divergentes em encontros anteriores foi esclarecido que as exposições colectivas da Base Curva devem garantir sempre uma coerência artística e intelectual; não podemos portanto incluir todos os sócios na mesma exposição porque há uma grande diversidade de práticas artísticas.
Em todas as exposições e iniciativas públicas da B.C. é altamente desejável que participem artistas convidados (não sócios).
Cada sócio pode e deve apresentar projectos e propostas para exposições, conferências, filmes, temas a discutir e todo o tipo de iniciativas.
Ficou decidido que em 2009 os sócios irão encontrar-se pelo menos todas as 1ªs Quartas-feiras de cada mês para partilhar conhecimentos:
Seria importante cada sócio propor pelo menos um conteúdo para um dos dias das Primeiras Quartas.
- Mostra de Filmes (documentários, longasmetragens, conferências on-line...) : Derrida, Waking Life, TED, Cremaster 3, Fischli & Weiss, Frida KAlho, Marcel Duchamp, Rachel Whiteread, Bill Viola, Edgar Degas, Christian Boltanski, Andy Goldsworthy... etc...
Por favor sugiram outros títulos a que têm acesso e que estariam interessados em partilhar. - Palestras (sobre o trabalho do próprio, artistas, exposições, métodos e temáticas)
- Crítias / visitas a ateliers
- Apresentação de Portfolios (lentas ou rápidas) para quem quer ou ainda não apresentou.
Foram feiras outras propostas para 2009:
- Guia do Martim Moniz (proposta da Isabel Brison)
- Performance /Intervenções temporárias no Martim Moniz (proposta da Virginie) Noites passadas em espaços multiplos numa acção etinerante.
- Em tom de piada foi também proposta uma Parada Militar numa fábrica abandonada junto ao Braço de Prata (Proposta do Nuno Sousa - que se revelou desde logo polémica)
Proto-plano para 2010:
- residências artísticas: - Intercâmbio com artistas da Argentina (proposta da Maria Socas através da Isabel, dado que não esteve presente) e com artistas brasileiros (como foi sugerido por um dos elementos do projecto chave mestra do rio de Janeiro)
- Utilização de acordo com o projecto de um espaço expositivo e sede.
Seguidamente foram visualizadas algumas imagens do interior da Carpintaria de S. Lázaro.
Abraços curvos
Manel
02 março 2009
Courbet em Braga há 5 dias...
Des reprodutions de "Lórigine du Monde" de Courbet Saisies au Portugal
Il y a 5 jours
LISBONNE (AFP) — La police portugaise a saisi des exemplaires d'un livre reproduisant "L'Origine du monde" du peintre français Gustave Courbet, arguant que cette représentation réaliste du sexe d'une femme était pornographique, a dénoncé mardi l'organisateur d'une foire du livre à Braga.
"Trois agents ont saisi les cinq exemplaires d'un livre intitulé +Pornocratie+, arguant que la couverture (qui reproduit le célèbre tableau de Courbet, ndlr) présente des images à contenu pornographique, et dressé un procès-verbal au vendeur qui était là", a déclaré à la radio TSF Antonio Lopes, propriétaire d'une société d'édition.
"C'est une honte, un attentat à la démocratie et un acte de censure", a-t-il dénoncé.
Le responsable de la Police de sécurité publique (PSP) de Braga (nord) a rejeté ces accusations et expliqué que ses hommes avaient agi à la demande des parents d'un groupe d'enfants dont cette image avait attiré l'attention.
Les autorités ont saisi les livres "non pas par censure mais pour éviter des accrochages" entre les parents et les libraires, a affirmé le Sous-intendant Fernando Henriques Almeida à l'agence Lusa.
Peint en 1866, "L'Origine du monde" avait choqué la société bourgeoise de l'époque. Le tableau de Gustave Courbet est exposé au Musée d'Orsay, à Parishttp://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5iU0bWcqWWbc7YmYMMthshZOBX2uQ
Também é possível encontrar mais informação sobre o insólito evento no jornal de notícias e outros periódicos online em muitas outras línguas.
Primeira Quarta
15 outubro 2008
Rui Mourão (selecção de trabalhos)

GARBAGE KISS, 2008
(fotografia | dimensões: 22,04cm x 15,36cm em moldura de 130cm x 90cm)
Ao nível da apresentação formal, procurou-se uma tensão entre a reduzida escala da fotografia “Garbage kiss” e a grande escala da sua moldura. Será a fotografia pequena demais para a moldura? Será a moldura grande demais para a fotografia? E se nesse desencontro de dimensões se potenciar algo? Certa é a convocação da moldura para o interior do trabalho artístico e a necessidade do espectador de, na impossibilidade de uma total apreensão à distância, se aproximar fisicamente para poder entrar na imagem. Imagem essa que, partindo do real, se transforma e ganha novos sentidos afectivos e conceptuais pelo olhar do artista - expressos via título.

COMMUNITY COURTYARD, 2007 / 2008
(série de fotografias | dupla projecção de slides | dimensões variáveis)
(1 foto e 1 texto | caixa-de-luz | 180 x 61 x 10 cm)
Este projecto consiste numa série de fotografias feitas a partir das traseiras do edifício onde o artista viveu durante 6 meses na Suécia. De certa forma, fotografar estas simples áreas traseiras – espécie de grande pátio comunitário – é olhar e reflectir sobre uma determinada política social num determinado contexto. O trabalho consiste numa dupla projecção de slides, acompanhadas de uma caixa-de-luz com a imagem de uma janela e um texto (“The buildings in my neighbourhood don’t have doorbells, buzzers or intercom systems. (...) My neighbours and I don’t have curtains, so I can see and be seen. (...) Thus, it is a public space for a private community. It is a space conceived to create a sense of collectivity among individuals. It is a space divided by fences and walls, often empty of people.”).


QUANDO LEMBRO HÁ ALI OUTRA COISA
QUANDO ME CALO, 2007
(vídeo | mini-dv transferido para DVD, 13’ 13’’, cor, som)
Em todas as escolas há palavras / expressões usadas pelas crianças que não constam nos dicionários. São palavras inventadas, derivadas de outras já existentes ou apropriadas para novos sentidos (ex: jogos, agressões, lengalengas). A maioria destas palavras / expressões deixam de ser usadas, pois têm existência efémera e apenas são usadas numa determinada comunidade. No entanto há algumas – muito raramente – que acompanham a passagem da infância para a adolescência e seguem gerações inteiras na vida adulta, acabando por chegar a entrar no léxico da língua portuguesa. Este vídeo parte de uma pesquisa que o artista desenvolveu nesse campo enquanto trabalhou como professor de actividades extra-curriculares numa escola primária.

TRÓIA, 2007
(vídeo | mini-dv transferido para DVD, 5’ 53’’, cor, som)
A acção, ou melhor, a ausência de acção deste vídeo, desenvolve-se num call-center onde o artista trabalhou. De início, um espaço de trabalho com características panópticas, surge aparentemente vazio. Gradualmente, revela-se habitado por pessoas – funcionários da empresa – que se encontram a dormir no seu local de serviço (o vídeo foi realizado no local e horário laboral). Essa inactividade tem uma dupla leitura. Tanto pode ser interpretada numa perspectiva subversiva de resistência passiva, como pode ter uma leitura de âmbito mais alargado, enquanto metáfora do estado do mundo perante os actuais sistemas de organização social.

FULGURAÇÃO, 2006 / 2007
(instalação + vídeo | 10 monitores de dimensões variáveis | mini-dv transferido para DVD, 14’ 18’’, cor, som)
Várias imagens de neons e de caixas-de-luz com marcas publicitárias combinadas numa vídeo-instalação com 10 monitores, conjugam-se e dialogam com registos reais áudio de caixas-pretas de voos de aviões que se despenharam.
A nível conceptual, tomou-se a ideia de desejo pela ascensão (através da imagem) e a inevitabilidade da queda (através do som). A partir daqui, pretendeu-se jogar com anseios, medos e imaginários colectivos numa metáfora para os sistemas económicos, sociais, culturais e políticos contemporâneos.
2.jpg)
S/ TÍTULO, 2005
(vídeo | mini-dv transferido para DVD, 4’ 22’’, cor, som)
De início, foram feitas várias entrevistas a polícias civis (PSP) e militares (GNR), homens e mulheres, com diferentes idades e postos na sua hierarquia interna. Na edição, apenas foram seleccionados os planos prévios a essas entrevistas. Deste modo, vários agentes da autoridade movimentam-se frente à câmara, numa espécie de coreografia dirigida pela voz do artista. Com humor, subverte-se o sentido quotidiano do poder, invertendo-o. Simultaneamente, capturam-se retratos das particularidades individuais de cada um desses agentes de autoridade e revelam-se fragilidades que lhes devolvem uma maior humanidade por trás do institucional uniforme.
01 outubro 2008
30 setembro 2008
24 setembro 2008
13 setembro 2008
Ateliers da CML estagnados
Rua Alberto Oliveira, Palácio dos Corochéus
Atelier nº50, 1700-019 Lisboa

























